RADICALIZAÇÃO DA BARBÁRIE, OU RETORNO A CIVILIDADE?
- Wellington Silva
- 24 de out. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2022

Quem nunca ouviu o famoso ditado popular utilizado principalmente entre as pessoas mais humildes, — mas não só — “política, futebol e religião não se discute”! Bom, não vou entrar no mérito da religião, e nem do futebol. Porém, no que tange a política, o que se encontra por detrás desta formulação?
No próximo domingo, dia 30 de outubro, iremos decidir o futuro do país no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. E, é importante frisar, não estamos falando da escolha do governante da nação pelos próximos 4 anos. Não! Estamos nos referindo de forma literal ao futuro do país.
O fato é que estamos vivenciando um dos momentos mais tenebrosos de nossa história enquanto Nação. Me refiro ao caminho que estamos traçando. Caminho este, semelhante ao percorrido pela Itália e Alemanha no pós Primeira Guerra Mundial. No entanto, enquanto lá se prometia e entregava-se um Estado desenvolvimentista, aqui a promessa e concretização é o desmonte do Estado.
Nunca foi tão necessário o embate político. A política constitui o elemento fundante da sociedade. Não existe sociedade sem política. A política, quer queiramos ou não, é o que determina não só a nossa existência, mas também, a própria forma como ela é conduzida.
Portanto, o que está em jogo nesta eleição não é quem vai governar o país. Mas sim, a radicalização da barbárie, ou, o retorno a civilidade.
O governo Bolsonaro representa o que há de mais asqueroso, retrógrado, conservador e reacionário. É assumidamente desumano, pedófilo, canibal, defensor da tortura, machista, misógino, mentiroso e perverso. Sua perversidade é tão radical que fazem as pessoas esquecerem que são dotadas de cérebro.
Sua política econômica conduzida por Paulo Guedes é responsável por 33 milhões de pessoas passando fome. Mais de 14 milhões de desempregados, e pela fuga de diversas empresas — Ford, Audi, 3M do Brasil, Sony, Yoki, etc — do país. Mas não é só isso! Tem conduzido uma política baseado na disseminação do ódio político contra os opositores e ataques contínuos e rotineiros as instituições responsáveis pela garantia do Estado Democrático de direito. Portanto, é uma ameaça gravíssima a nação e a democracia brasileira.
Mas, não sendo o suficiente, Bolsonaro é também destruidor das relações familiares. É possível como alguém que se coloca como defensor dos preceitos de dignidades humana continuar a respeitar, admirar e ter carinho por um familiar ou amigo que por ter sido persuadido pelas mentiras continuas do presidente passou a defender a barbárie implementada pelo presidente?!... Acho difícil independentemente do resultado das eleições uma coisa é certa. Amizades e relações familiares não serão reconstruídas. Não tem como ter carinho por alguém que defendeu a barbárie.
Tendo em vista que a política é responsável por nossa existência e pelos caminhos que percorreremos. Neste domingo, 30 de outubro, a missão do povo brasileiro é decidir qual o caminho quer traçar. Iremos radicalizar a barbárie, ou fecharemos a porta do inferno político, social e econômico!
Se quisermos ter a esperança em um futuro — não promissor, apenas um futuro diante da devastação provocada pelo governo Bolsonaro, já é uma grande façanha — precisamos reconduzir o Lula ao poder.
Evidentemente, existem questões tanto com o Lula quanto com o seu partido que não podem e nem devem ser esquecidas. No entanto, é preciso garantir as regras do jogo democrático e o funcionamento autônomo de suas instituições como condição necessária para a sobrevivência do Estado e do povo brasileiro.
Wellington Silva, é professor de História, Mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela MUST. Possui Especialização em Sociologia Política; e em História do Brasil, é Licenciado em História.
Parabéns professor pela sua colocação, sustentou muito bem os argumentos e deixou claro o que quis dizer. Agora é aguardar os resultados de hoje.