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O DIA DO TRABALHADOR NO BRASIL NEOLIBERAL PANDEMICO

Foto do escritor: Wellington SilvaWellington Silva

Atualizado: 30 de abr. de 2024




No 1º de maio, o dia do trabalhador, emerge como um ícone na vida dos operários. É o único momento em que o trabalhador é reconhecido e admitido no epicentro da sociedade capitalista.


Historicamente, o 1º de maio é um dia de organização, reflexão, militância e celebração das vitórias políticas, sociais e econômicas conquistadas pela classe trabalhadora. É também uma data para honrar a memória daqueles que tombaram na luta por uma vida e um trabalho dignos e humanos.


Verdade seja dita: desde a promulgação da Constituição de 1988, a classe trabalhadora tem sido alvo de golpes incessantes. No entanto, nada se compara à devastação, à desorientação e à crueldade dos ataques diários que se intensificaram desde o golpe de 2016. Nunca antes na história o trabalhador brasileiro sofreu tantas perdas em tão pouco tempo.


Mas não se trata apenas da supressão de direitos; é, acima de tudo, a consolidação do trabalho precário como forma predominante. O desemprego estrutural é a consequência das políticas neoliberais e do processo de concentração e centralização do capital. Hoje, esse capital assume sua forma financeira-internacional-rentista, transformando a realidade do trabalhador brasileiro em um filme de terror.


Antes da pandemia, tínhamos quase 14 milhões de desempregados, e grande parte da população ativa estava no mercado informal. O trabalhador já estava à deriva, mas o discurso hegemônico do empreendedorismo mascarava essa realidade. Com a pandemia, a verdade veio à tona, sem máscaras.


Diante de um governo cujas declarações e ações revelam traços fascistas, e considerando o abandono em que os trabalhadores se encontram, o cenário é de completo desespero.

Não, não há motivos para comemorar neste Dia do Trabalhador. Há, porém, muito a lamentar e muitos corpos a sepultar, muitos companheiros a consolar, muitos a quem estender a mão.


Como Rosa Luxemburgo alertou, torna-se cada vez mais evidente que, ou construímos o socialismo ou estamos fadados à barbárie.


Em meio ao caos existencial da devastação neoliberal no Brasil contemporâneo, resta aos trabalhadores a luta, a união e a solidariedade de classe.


Wellington Silva, professor de História e mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela MUST, possui especialização em Sociologia Política, História do Brasil e Proeja. 


Este texto foi originalmente publicado na página do Facebook da Emancipação Comunista - Organização Marxista em 14 de maio de 2020.

 
 
 

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"A cura para o tédio é curiosidade. Não há cura para a curiosidade". Dorothy Parker

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