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NEOLIBERALISMO, A BARBÁRIE CAPITALISTA: PRIVATIZAÇÃO DO SANEAMENTO BÁSICO*

  • Foto do escritor: Wellington Silva
    Wellington Silva
  • 19 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de jul. de 2022



A filósofa e economista Rosa Luxemburgo (1871 – 1919), em uma de suas mais brilhantes obras, aponta que o socialismo, é a única saída para a humanidade. Neste sentido, é necessário no qual o ser social se perceba enquanto essência de sua própria existência. Pois, nos encontramos em uma encruzilhada que nos coloca diante da escolha entre SOCIALISMO OU BARBÁRIE. Ou seja, Rosa Luxemburgo, a mais de um século já apontava para as atrocidades e perversidade como consequências de um modo de produção, cuja base é a acumulação contínua de capital.


Neste sentido, a aprovação do PL 4162/2019, pelo Senado Brasileiro. Ocorrida em 24 de junho de 2020, abre o caminho para a PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA NO BRASIL, é apenas mais um dos passos dados em direção a barbárie social/humanitária em favor da acumulação capitalista. Em um cenário de crise estrutural do capital. Este, em sua busca desenfreada pela sobrevivência e por novas fontes de acumulação, não esconde o seu caráter destrutivo. Assim, como sua relação de cumplicidade com o Estado. Relação está apontada pelo filósofo húngaro István Mészáros (1930 – 2017) em sua emblemática obra, PRODUÇÃO DESTRUTIVA E ESTADO CAPITALISTA.


Depois da Reforma da Previdência. Da Reforma Trabalhista. Da entrega das empresas públicas. Dos ataques a Educação Pública e às Instituições de Ensino e Pesquisa Públicas — com renome e prestígio mundial — e do uso da pandemia como ferramenta de eliminação de parte do excedente da população pobre. A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA, é só mais um passo no projeto de privatização total dos recursos naturais e humano de socialização e sobrevivência humana.


O capitalismo brasileiro seguindo a órbita do capitalismo imperialista, financeirizado e mundializado em sua nova fase caracterizada pelo neoliberalismo. Em consonância com uma gravíssima crise estrutural, está impondo a classe trabalhadora brasileira a TERCEIRA SERVIDÃO.


Não nos enganemos. Apesar de uma aparente falta de projeto, de organização, de coerência nas ações, de uma falta de postura e de ética pública. O governo atual tem objetivo e este projeto está sendo muito bem implementado.


Neste momento dramático para a classe trabalhadora e para uma existência humana futura, mais do que nunca, é preciso recorrer à história. Não podemos ter esperanças, pois a história nos mostra que no capitalismo não há espaço para esperança.


Na impossibilidade de ter esperança. A única possibilidade é a união dos trabalhadores para, na luta construir um sistema produtivo que não negue aos seres humanos as suas potencialidades e os seus meios de sobrevivência.


Hoje, mais do que nunca, é fundamental fazer coro ao grito dado por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848 no Manifesto Comunista, “trabalhadores do mundo, uni-vos!”.


Wellington Silva, é professor de História, Mestrando em Tecnologias Emergentes em Educação pela MUST. Possui Especialização em Sociologia Política; e em, História do Brasil, é Licenciado em História.


*Texto publicado originalmente na página da Emancipação Comunista - Organização Marxista no Facebook em 27 de junho de 2020.



 
 
 

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